Tendo adquirido perspectivas mais empoderadoras, verifico que toda a minha vida me faz sentido. Mesmo as maiores contrariedades, dores, perdas, desespero... Enfim, todas as vivências em que na altura de as viver, sentia-me perdido, sem rumo, sem encontrar propósito algum para as estar a viver...
Durante esses períodos é complicado a pessoa ter a capacidade de sair do “seu umbigo” e alargar a visão para uma perspectiva mais abrangente, procurando algum significado, algum propósito de crescimento que determinada realidade lhe pode proporcionar.
É como que alguém perdido num bosque, rodeado de enormes árvores que lhe impedem de ver a melhor saída. Árvores essas que se podem equiparar num sentido metafórico aos aspectos aparentemente negativos que determinado acontecimento na nossa vida, nos impede de ver a resolução dessa contrariedade. Parecem-nos tão enormes essas árvores de dificuldades, que podemos ter tendência a sentarmo-nos com a “cabeça entre as pernas” e sentirmo-nos perdidos, sem saída, experimentando o desespero e sentirmos pena de nós mesmos, ou desatar a correr, experimentando todas as saídas possiveis experimentando a frustração e a dor de por exemplo tropeçar numa raíz duma dessas árvores, cairmos e batermos com a cabeça no chão.
Emocionalmente envolvidos no labrinto do medo, não temos descernimento para subir à àrvore mais alta ao nosso redor para então do alto, duma perspectiva mais elevada e abrangente, com um maior ângulo de visão, reconhecermos a melhor e mais rápida saída do labirinto em que nos encontramos.
O medo das contrariedades, obstáculos ou problemas, palavra última com que algumas pessoas definem certas realidades dificéis que vivem, tende a reduzir a nossa capacidade de ver a vida de um prisma mais elevado, confinando-nos somente a determinada e ínfima parte de informação que os nossos sentidos captam e transmitem à nossa mente. Não conseguimos ver, ouvir, sentir e muito menos percepcionar ou intuir realidades, soluções que estão, por exemplo visíveis para as pessoas que nos rodeiam mas que nós, por vivermos ancorados e condicionados pelo medo, não temos capacidade de perceber.
Na minha juventude, condicionado pelo orgulho ainda não reconhecido pela consciência e estruturalmente implementado nas raízes da minha personalidade, achando-me egocêntricamente “dono da razão”, seria incapaz de ouvir ou aceitar qualquer outro ponto de vista diferente do que o meu ego inflamado me dizia. A partir de certa altura passou a ser diferente. O que para mim hoje é um aspecto da realidade, amanhã pode ser alterado ou complementado se tiver o previlégio de alguma situação ou pessoa me brindar com outro ponto de vista e interpretação da realidade que eu ainda não tivesse realizado e o percepcione como válido.
Vou tentar ser o menos técnico possível em determinados conceitos possibilitando assim uma leitura mais fluída e prazerosa, embora certas áreas que sinto importantes de referir sejam definitivamente técnicas. Tentarei explaná-las com exemplos ilustrativos onde elas se possam aplicar para que se possa percebê-las na prática.
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue agarrar mais as suas presas, das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontadas conta o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas e voar já fica difícil.
ResponderEliminarEntão, a águia só tem duas alternativas: morrer...ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico numa parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses, sai para o famoso vôo da renovação, para viver então mais 30 anos.
A vitória é para os que tem coragem e não sentem pena de si mesmos! Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitórias, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causam dor"...Continua no teu vôo para a vitória...